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Varejo 4.0 para qualquer tamanho de supermercado

Mercosuper abre em Pinhais, Paraná
As vendas online são o novo caminho dos supermercados, dizem os especialistas em varejo. O consumidor cada vez mais ocupado e que valoriza ainda mais os momentos de folga, não quer mais perder horas com as compras do mês em corredores impessoais. Aplicativos próprios das marcas ou terceirizados ajudam na compra e reserva de produtos. E os sites de comparação de preços ganham clientes. O auto chekout também. A transformação digital das lojas e o modelo de negócio dos supermercados estão em discussão em Pinhas, região metropolitana de Curitiba. Durante três dias por ano o setor “fecha” para balanço e planejamento. A Mercosuper 2019 é um dos eventos mais importantes do varejo no país. A mistura de feira, exposição e congresso é realizada há 38 anos, deve reunir 45 mil varejistas e movimentar R$ 540 milhões em negócios. Crescimento de 30% em relação ao ano passado.
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E os avanços podem ser comprovados nos estandes. São 300 marcas num só espaço. Muitas lançando produtos e soluções para o público final. Outras voltadas aos donos de supermercados. Tem chá para infusão em água gelada, lançamento da Leão Alimentos e Bebidas, e novas embalagens para itens tradicionais como a farinha de trigo da Moinho do Nordeste. E tem também uma novíssima tecnologia a base de gás propano para equipamentos de refrigeração comercial trazida pela Eletrofrio. E muito mais!
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Os supermercados são uma ponta bem sensível do avanço tecnológico. De um lado está este mundo novo, com o digital oferecendo novas relações de consumo e formas de pagamento. E convivendo junto, uma espécie de valorização do tradicional com a volta dos pequenos comércios de bairro. O consumidor que valoriza experiência não gosta (e nem tem tempo) de ficar parado na fila do caixa – mas curte a espera para escolher o melhor corte de carne no açougue. Como equilibrar? Estudar as novas práticas e opções de investimento já disponíveis aos empresários define quem vai manter o crescimento. O varejo 4.0 deve se consolidar nos próximos cinco anos com a implementação de serviços cada vez mais digitais e uso de realidade aumentada. China e Estados Unidos lideram esse avanço. Por lá os estabelecimentos agregam automação de serviços, coleta e tratamento de dados para ganhar eficiência e integrar lojas físicas e canais online.
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Verdades são reveladas no velho carrinho que percorre os corredores dos supermercados e também na lista de compras virtual. Hábitos e o orçamento das famílias brasileiras, por exemplo. Lembre que os atacadões ganharam espaço nos anos de crise. Então, se a compra no supermercado está mantida, alguma coisa ainda está sob controle nos lares brasileiros. Alimentos e produtos de limpeza, higiene e beleza, bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Tudo cabe na compra. Mas, em busca de alternativas para reduzir os gastos, o consumidor aprendeu a trocar marcas, priorizar produtos com boa relação de custo-benefício e a fugir de contas parceladas. Um desafio e tanto para o empresário do setor. O momento é de valorizar as oportunidades de conexão entre marcas e clientes. O supermercadista que se atentar para essas parcerias com a indústria terá melhor retorno. E aí o tamanho da loja passa a ser irrelevante.
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