Investimento reforça a lógica de economizar energia antes de expandir a geração
A Copel abriu uma nova chamada pública que vai destinar R$ 40 milhões a projetos de eficiência energética, com foco direto na redução do consumo, no combate ao desperdício e na modernização de sistemas energéticos em diferentes setores da economia paranaense.
O edital contempla clientes pessoa jurídica da Copel Distribuição nas áreas industrial, comercial e de serviços, além de condomínios residenciais (áreas comuns), setor rural e poder público, incluindo iluminação pública e serviços essenciais. Também estão aptas a participar entidades de assistência social que possuam o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), emitido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Mais do que uma linha de financiamento, o edital sinaliza uma estratégia clara: atuar preventivamente sobre a demanda energética, incentivando eficiência antes da expansão da oferta — um caminho cada vez mais relevante diante do crescimento do consumo, da pressão sobre a infraestrutura elétrica e das metas climáticas.
“Ao renovar incentivos a projetos de eficiência energética, a Copel reafirma o seu compromisso com os clientes e com a sustentabilidade”, afirma José Arthuro Teodoro, supervisor do Programa de Eficiência Energética (PEE) da companhia.
Como funcionam os apoios
Os projetos selecionados poderão ser formalizados por duas modalidades:
- Contrato de Desempenho, em que os valores investidos são devolvidos pelo consumidor em condições facilitadas, com correção monetária e sem cobrança de juros;
- Termo de Cooperação Técnica, que prevê recursos a fundo perdido, especialmente relevante para projetos de caráter social ou público.
Os recursos fazem parte do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), conforme a Lei nº 9.991/2000 e a Resolução Normativa nº 920/2021.
Prazos e exigências
O edital já está disponível no site da companhia. O prazo para solicitação de esclarecimentos vai até 9 de janeiro, e a submissão dos projetos ocorre entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro.
Os proponentes devem apresentar diagnóstico energético detalhado, orçamento, cronograma e documentação técnica que comprove a viabilidade das propostas. A recomendação da Copel é clara: enviar os projetos com antecedência, evitando falhas técnicas ou inconsistências formais.
Critérios de seleção
A avaliação considerará, entre outros pontos:
- relação custo-benefício;
- impacto efetivo na economia de energia;
- qualidade técnica do projeto;
- experiência prévia dos proponentes;
- ações educacionais associadas.
A pontuação mínima para aprovação é de 40 pontos, mas projetos entre 35 e 39,99 pontos poderão ser contemplados, a critério da distribuidora, caso haja disponibilidade financeira.
Eficiência como estratégia de desenvolvimento
A iniciativa está alinhada a Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como energia limpa e acessível, consumo responsável e ação contra as mudanças climáticas. Na prática, reforça uma lógica cada vez mais defendida por especialistas: a energia mais limpa é aquela que não precisa ser gerada.
Ao estimular projetos estruturantes — e não apenas soluções pontuais — o edital contribui para um modelo energético mais resiliente, eficiente e economicamente inteligente, especialmente em um cenário de transição energética e pressão por competitividade sustentável.
Foto: Divulgação/Copel